"Nunca pensei muito em como morreria -
embora nos últimos meses tivesse motivos suficientes para isso -,
mas, mesmo que tivesse pensado, não teria imaginado que seria assim. (...)
Sem dúvida era uma boa forma de morrer, no lugar de outra pessoa,
de alguém que eu amava. Nobre, até. Isso devia contar para alguma coisa."
"Parecia que eu estava presa num daqueles pesadelos apavorantes,
onde é preciso correr até os pulmões explodirem,
mas não se consegue obrigar o corpo a andar com rapidez suficiente.
Mas isto não era um sonho e, ao contrário do pesadelo,
eu não corria para salvar minha vida,
corria para salvar uma coisa infinitamente mais preciosa.
Hoje minha própria vida pouco significava para mim."
"Quando se ama aquele que vai matá-la, não restam alternativas.
Como se pode correr, como se pode lutar,
quando essa atitude magoaria o amado?
Se sua vida é tudo o que você tem para dar a ele, como não dá-la?"

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